sábado, junho 04, 2005

Pois é Samantha……………

O modelo económico Italiano é o seguido pelo governo Português. Podem haver algumas diferenças….. mas têm uma base em comum que não é escondida. São sociedades Capitalistas e que tendem a ceder ao Neoliberalismo Conservador. Ou seja, o mercado a comandar tudo, o objectivo do mercado livre e o fim do estado social.
Para aplicar o Neoliberalismo é preciso por o estado fora do mercado e como hoje em dia a saúde, a educação, o direito ao trabalho, ……tem um grande peso no mercado o estado também tem que acabar com este tipo de serviços (privatizando) e acabar com este tipo de direitos (fim do estado social).
Não sei se tens acompanhado toda a trapalhada da Constituição Europeia? É o melhor exemplo do que alguns querem para a União Europeia e tem como objectivo oficializar o modelo aplicado por alguns em Itália e em Portugal.

Aquando da discussão da aplicação do Tratado de Bolonha em Portugal deu-se uma discussão engraçada. O fim do direito do estado a dar emprego e passar a dar empregabilidade. Com emprego o estado tem que proporcionar-te um emprego com empregabilidade tem que te pôr apto a trabalhar e o resto não interessa. Há alguns mentores capitalistas que não querem gastar dinheiro em formação profissional (que é diferente da educação) e acham que deve ser o estado a fazer-lo………..conclusão a universidade passa a trabalhar para o mercado e nós vamos todos na festa a ver o que acontece………….

Eu sou contra as privatizações……..e penso que é possível arranjar dinheiro sem privatizar (luta contra a fuga aos impostos,…….). Não tenho dúvida que privatizando há entrada de dinheiro directo nos cofres do estado…………..e depois vem o maior problema, como esse dinheiro é gasto? Em Portugal há muito a fazer nas empresas públicas, há muitas injustiças e que se forem combatidas podem ajudar a melhorar a produtividade dessas empresas. Falo do fim dos ordenados altíssimos dos administradores de algumas empresas públicas, dá falta de condições de trabalho e de formação de muitos funcionários dessas empresas. Há que acabar com as injustiças no sector público! Bem como no privado! Acabar com as privatizações, mas também humanizar e melhorar os serviços públicos!

O Jordo falava no outro dia da má experiência que é encontrar pessoas não humanas no trabalho a Samantha de encontrar máquinas em vez de pessoas……Quando li isso pensei logo na possibilidade de sermos nós a criar o nosso próprio emprego (uma vez que não nos o garantem), lembrei-me das cooperativas (acho que já alguém falou cá disso). Podíamos juntar-nos e tentarmos sobreviver………não sei como………mas podíamos começar a pensar em algumas ideias……..partindo da desconstrução como forma de criação.