domingo, dezembro 26, 2004

era uma vez....

Era uma vez um rapaz que foi dai dentro ( preso ) por uma ingenuidade qualquer, mas como era de humildes origens, foi vivendo na prisão como se de sua casa se tratasse e imaginem que foi preso por ter passado no passeio ao lado do carro do Ministro da defesa. Pois bem; esse tal rapaz fez daquela prisão o seu mundo, estabeleceu as suas relacões de amizade e amorosas, por uso capião adquiriu um banco do jardim da prisão onde só ele podia sentar-se nas horas dos banhos de sol, fez-se homem completo naquele meio e nunca chegou a questinonar pela razão da sua detencão porque era lá que estava bem e habituou-se a estar.

Num belo dia e sem que nada prevesse, lhe foi lida a carta de soltura e foi acompanhado por 2 guardas até ao portão que dava acesso a rua e os guardas disseram-no: es um homem livre.

Palavras terríveis acabara de ouvir aquele rapaz, agora senhor. era um dilema para si, pois não sabia se a soltura era razão de alegria ou se tristeza; por um lado, estava feliz por voltar a ser livre, mas por outro lado estava triste porque o mundo exterior não mais tinha significado para si visto que os seus amigos e o seu mundo mundo estavam todos la dentro. Foi caminhando sem saber para onde ir e a espera que a noite caísse para ver onde iria pernoitar.

Sem muitas solucões, a mais óbvia que lhe pareceu foi a ideia de cometer um novo crime e esperar que de volta o mandassem para a mesma prisão, mas a noite ainda não terminou e talvez uma outra ideia feliz pode surgir durante o sonho.

Há uma identidade entre esta estória e a minha vida em Coimbra. Tal rapaz que agora é senhor, podia ser muito bem o Aspirina; tal prisão pode ser Coimbra,a karapaca dos Kágados; a carta de soltura foi-me lida quando me disseram a última nota;o banco do jardim a minha cama; os amigos são voces todos com quem viví e conheci porque estive nos K ágados e o dilema é o facto de estar muito longe de voces todos e com a memória muito presente, de ter levado comigo um pouco de cada um de voces, os vossos gestos, tiques, palavrões, manias e ensinamentos que me hão-de servir quando for preciso; por outro lado, estou muito feliz por estar finalmente com a Emilia e com a Bettine que agora passam a ser o meu mundo depois de muito ter esperado e sonhado uma vida com elas.

Só sou Aspirina porque tenho uma formacão dos Kágados e da cada um de voces, de Coimbra, dos amigos mas, também tenho a outra parte que só pode ser completa com a Emilia e Bettine.

... quero que se fodam (de vagar e com jeitinho para não magoar)!! Ainda estou emocionado!!!